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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ruptura de plataforma vai fazer subir nível do mar



Notícia de 07 de Abril de 2009

Este artigo refere-se a outro bloco imenso que se desprendeu no dia 5 de Abril.

Agora à deriva a plataforma de Wilkins, com uma dimensão igual à da Jamaica, vai flutuar pelo oeste do pólo.

A ponte que ligava a Plataforma de Wilkins à Antárctida cedeu e abriu o caminho para glaciares chegarem à água. Um fenómeno que segundo os especialistas vai fazer subir o nível do mar e que aconteceu mais depressa do que estava previsto. Esta é a mais recente catástrofe de grandes dimensões atribuida ao aquecimento global.

O colapso, no domingo, da ponte de gelo que ligava a Plataforma de Wilkins à Antárctida e o consequente aumento do nível do mar são exemplo disso.

"Este colapso aconteceu mais depressa do que era esperado e é mais grave porque a plataforma se encontrava na parte mais fria da Antárctida", explica o geógrafo Gonçalo Vieira.

O especialista da Universidade de Lisboa acrescenta que com a ruptura, deixa de existir a barreira que impedia o acesso dos glaciares terrestres ao mar, levando assim à subida do nível das águas. Ou seja, "agora o gelo flui mais rapidamente para o mar provocando a subida do seu nível", conclui.

(fonte)

Degelo de ponte pode separar plataforma gigante da Antártida



Centenas de Icebergs deixam plataforma Antártida em direção ao mar

Novas imagens de satélites divulgadas pela agência espacial européia confirmam que centenas de icebergs começaram a eclodir na frente norte da plataforma de gelo de Wilkins, na Antártida, indicando que a gigantesca placa de gelo tornou-se extremamente instável. O evento é consequência direta do colapso da estreita ponte de gelo que ligava o continente à ilha Charcot, no início de abril.

A ponte, que formava uma espécie de barreira que aprisionava o gelo central da plataforma partiu no dia 5 de abril, lançando ao mar aproximadamente 330 quilômetros quadrados de água congelada. Como consequência, as rachaduras da superfície que se desenvolviam ao longo da região norte abriram ainda mais, formando novas fissuras que se propagaram, partindo o gelo.

Utilizando imagens combinadas captadas pelos satélites Envisat, da ESA e TerraSar-X, da agência espacial alemã, os pesquisadores acompanham diariamente os acontecimentos que ocorrem na plataforma de Wilkins. Na Alemanha o fenômeno está sendo estudado pela Dra. Angelika Humbert, do Instituto Geofísico da universidade de Münster e pelo cientista Matthias Braun, do Centro de Sensoriamento Remoto da universidade de Bonn.

As Imagens captadas mostraram que os primeiros icebergs começaram a se romper no dia 24 de abril, produzindo até agora um escape de 700 km quadrados de gelo em direção ao mar de Bellingshausen. Ao contrário da ponte de gelo, que se espalhou rapidamente após ruir, os cientistas acreditam que neste caso a descarga de blocos deverá durar algumas semanas.

Segundo Humbert, os icebergs estão nascendo em consequência das zonas de fraturas que se formaram nos últimos 15 anos e que tornaram a Wilkins uma plataforma frágil e instável.

Aquecimento Antártico
"A diminuição da plataforma de Wilkins é o maior e mais recente evento desse tipo. Oito geleiras individuais ao longo da Península Antártica também apresentam sinais de retração nas últimas décadas. Não temos mais dúvidas de que esse fenômeno ocorre devido ao aquecimento atmosférico verificado na Península da Antártida, a região que mais se aquece no hemisfério Sul", disse o glaciologista David Vaughan, do Centro de Pesquisas Antárticas, da Inglaterra.

Estudos e Preocupação
"As mudanças ocorridas na plataforma Wilkins são um fabuloso laboratório natural que nos permite compreender como as placas de gelo respondem às mudanças climáticas", disse Vaughan.

A situação na Península Antártica preocupa os cientistas. De acordo com Vaughan existem muitas incertezas sobre a formação de uma nova e estável conexão ligando as ilhas Latady, cordilheira Petrie e ilha Dorsay. "Se a conexão à ilha Latady se perder, a perda projetada de 3370 km quadrados de gelo pode ser muito maior, mas ainda não temos elementos suficientes para acreditar que isso ocorra", completou o pesquisador.

Foto: Imagem combinada dos satélites Envisat, da ESA e TerraSar-X, da agência espacial alemã mostram a região da plataforma de gelo de Wilkins, registrada entre os dias 24 e 27 de abril de 2009. A linha branca mostra o contorno de onde se localizava a ponte de gelo que ruiu no início de abril. O colapso permitiu que centenas de icebergs, antes aprisionados pela ponte, fossem liberados. A consequência é uma descarga de blocos de gelo que partem da área norte da plataforma em direção ao mar de Bellinshausen, à esquerda da foto. Crédito: ESA(com anotações de A. Humbert, da universidade de Münster, Alemanha).

Este é o evento costeiro global previsto pelo Web Bot para 2009. Em Maio é muito provável que estes acontecimentos na Antártida sejam noticiados pela grande mídia em todo o mundo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Placa de gelo gigante pode se desprender da Antártida

A ESA, agência espacial européia, divulgou em seu site que novas rachaduras identificadas na superfície da geleira de Wilkins poderiam provocar a ruptura da camada que ainda impede a grande massa polar de se desprender da Antártida. A agência divulgou uma imagem em cores, captada pelo satélite Envisat no dia 26 de novembro, que mostra a extensão alcançada pelas fissuras.



Leia mais aqui.

Acredito que o evento global em 2009 pode estar relacionado a um fenomeno deste tipo.

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