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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Medina Carreira: As razões da crise económica portuguesa



sábado, 8 de outubro de 2011

Entrevista BBC: Robert Shapiro adverte para crise bancária mundial

Atualização: Aqui fica a entrevista traduzida para português:

Assessor do Fundo Monetário Internacional (FMI) pede resposta urgente à crise da dívida soberana da Zona Euro.

Banca europeia pode colapsar "em duas ou três semanas"

Robert Shapiro assegura que se os políticos não encontrarem uma fórmula "credível" para atacar a crise, em duas ou três semanas "teremos uma crise da dívida soberana que vai levar a um colapso do sistema bancário europeu".

Em entrevista à BBC, o assessor do FMI adiantou que "não estamos a falar de um banco belga relativamente pequeno, mas dos maiores bancos do mundo, os maiores bancos na Alemanha, em França, e alargaria-se ao Reino Unido e a todos os sítios porque o sistema financeiro global está ligado".

Shapiro admitiu ainda que a crise actual pode ser "pior do que a de 2008", já que se desconhece o impacto da dívida pública nos bancos, em caso de incumprimento de algum governo". Ainda assim deixa o aviso: "o FMI não tolerará um novo Lehman Brothers", o banco norte-americano que ruiu em 2008.

Esta semana, o FMI sugeriu que fossem injectados 100 a 200 mil milhões de euros nos principais bancos europeus para estabilizar o sector, sendo que o presidente da Comissão Europeia (CE), Durão Barroso, confirmou ontem a proposta de uma "acção coordenada" para ajudar à recapitalização dos bancos.

Já Angela Merkel adiantou ontem que "o aviso de que os bancos europeus não têm capital suficiente deve ser levado muito a sério. Se for preciso [recapitalizar os bancos], será dinheiro bem empregue, e não devemos hesitar, porque os prejuízos daí resultantes seriam muito mais elevados".

(fonte)

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Depois de Alessio Rastani, agora é o consultor do FMI, Robert Shapiro que adverte para uma crise bancária mundial em 2 ou 3 semanas.
Para ver com legendas (tradução automática do youtube), clique no botão CC, escolha "Trancrever Audio"- OK e então seleccione "Traduzir Legendas - Português"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Entrevista BBC: Alessio Rastani - Colapso dos Mercados e do Euro

O investidor Alessio Rastani dá uma entrevista assustadoramente franca à BBC deixando os entrevistadores visivelmente abalados com a sua previsão: os mercados vão cair e o Euro está condenado. Denuncia tambem que a Goldman Sachs manipula os mercados.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

EUA: acordo para evitar o "default"

EUA votam hoje acordo que evita calote.

O Congresso americano votará nesta segunda-feira um acordo preliminar entre republicanos e democratas que prevê cortes nos gastos governamentais e a elevação do teto da dívida pública americana, atualmente em US$ 14,3 trilhões.

O acordo, anunciado pelo presidente Barack Obama na noite de domingo, promete encerrar meses de disputas entre os dois principais partidos e tirar o país da rota do que poderia ser um calote sem precedentes.

O governo começaria a ter dificuldade de honrar parte de sua dívida, sem elevação desse limite para novos empréstimos, a partir desta terça-feira.

Segundo Obama, o acordo permitirá "evitar o default (suspensão de pagamentos) e encerrar a crise que Washington impôs ao resto dos Estados Unidos".

O pacote deve passar sem dificuldade pelo Senado, mas enfrentará um caminho mais tortuoso na Câmara de Representantes, onde integrantes do movimento Tea Party já se disseram insatisfeitos com o que foi negociado na noite de domingo. Há oposição também de outros grupos.

O acordo preliminar eleva o teto da dívida, atualmente em US$ 14,3 trilhões, em cerca de US$ 2 trilhões permitindo, assim, que o governo tome novos empréstimos e continue financiando sua dívida até, pelo menos, 2013.

(fonte)


Observações do Ciclo Final:

Vou dar um exemplo de forma simplista, para explicar o que acontece há alguns anos e em que moldes este pré-acordo foi feito para evitar o calote. Como referi, trata-se apenas de um exemplo:


Fulano ganha R$1.000 por mês mas gasta o triplo disso. Ainda assim, consegue sempre pagar as suas contas ao final do mês através de cartões de crédito. Estoura um cartão e ele solicita outro.


Passados alguns anos a proceder dessa forma, gerou-se uma desconfiança generalizada. As empresas do dinheiro de plástico que disponibilizavam crédito a qualquer um que aparecesse na frente, deixaram de ter condições para suportar tanta concessão de crédito. Por causa disso veio a primeira pane. A dívida de Fulano já atinge os R$50000 sem contar com os juros altíssimos.


E eis que surge um tal de tio Sam e diz: "Não se preocupem. Vou ajudar-vos com alguns milhões de forma a que as empresas possam fazer face às dívidas e os Fulanos continuem a consumir como têm feito até aqui". Foi o 1º grande balão de oxigénio.


Mas essa ação não resolve os problemas de fundo e não demorará muito até que se chegue a uma situação semelhante.


Fulano, recorre aos empréstimos bancários para pagar as dívidas dos cartões. Entretanto, para continuar a viver, pede a alguem que lhe compre a dívida. Fulano dá um cheque ao amigo chinês e diz: "Dou-te este cheque como garantia para que possas pagar as minhas contas já. Depois eu pago-te com juros daqui a uns tempos". E assim fez durante mais alguns anos.Tempos depois, o amigo chinês já não estava a achar muita graça a essa situação pois já tinha uma coleção considerável de cheques sem fundos.

Novamente sem dinheiro, pede encarecidamente para que as empresas de cartão de crédito aumentem o limite mensal. Se Fulano visse negado este pedido, não teria as mínimas condições de honrar os seus compromissos. As empresas aceitaram na condição de que Fulano passasse a gastar R$2500 por mês em vez dos R$3000.


Mas, mais uma vez, adiou-se a resolução do problema. Este foi o 2º balão de oxigénio.


Fulano continua a ganhar R$1000 por mês e a gastar 2,5 vezes o que ganha. Não tem outra fonte de renda proveniente de outro emprego ou de empresa própria. O salário permanece o mesmo mas a sua dívida chegou a mais de R$100 mil.


O jogo acabará quando se fecharem as torneiras dos empréstimos ou os compradores de dívidas se cansarem de acumular cheques sem fundos.


Resta saber quanto tempo vai demorar até que Fulano fique sem dinheiro novamente.

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