A Crise Econômica, Projetos Secretos, UFO's, Profecias, Fim dos Tempos, Nova Ordem Mundial, 2012, Web Bot e o Universo. O Ciclo Final está sempre em busca de informações relevantes. Fique atento(a) às novidades!
Mostrando postagens com marcador arqueologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arqueologia. Mostrar todas as postagens
sábado, 10 de setembro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
A descoberta de Tróia - Heinrich Schliemann
Os leitores devem estar a pensar: "O que esta matéria tem a ver com o blog?"
Antes de continuar com as habituais publicações, quero mostrar com esta história, a importância de haver pesquisadores independentes. Por causa deles, muitas coisas já foram descobertas, mesmo lutando contra o preconceito da classe profissional, dos ataques que tentam ridicularizá-los,etc.
Até a segunda metade do século XVIII da era cristã, a cidade de Tróia não passava de uma lenda supostamente criada por um escritor grego e relatada em um poema composto a partir da tradição oral dos aedos. Contudo, um arqueólogo amador alemão provou que a história contada por Homero podia ser real.
O arqueólogo, na realidade, era um sonhador que havia se apaixonado pela narrativa de Tróia durante a infância, e encontrá-la tornou-se sua grande obsessão - mesmo que todos tentassem demovê-lo da idéia de buscar o fictício lar de Príamo.
O garoto não se conformava com o fato, narrado pelo pai, que nenhum vestígio da cidade de Tróia fora até então encontrado, o que remetia a famosa batalha entre gregos e troianos para o campo das lendas e dos mitos. Nada havia, histórica ou cientificamente, que comprovasse a existência real daquela saga.
Mas o menino sonhava e dizia para o pai: "Quando eu for grande, hei de encontrar Tróia e também o tesouro do rei". Esse menino, nascido na Alemanha em 1822, chamava-se Heinrich Schliemann e esta é sua incrível história.
Heinrich, por necessidade, parou de estudar aos 14 anos e foi trabalhar numa loja de secos e molhados. Um dia, um bêbado entra na loja e começa, entre soluços, a declamar estranhos versos.
O menino nada entende, mas, quando descobre que são versos da Ilíada de Homero, paga ao ébrio alguns goles a mais para que ele os repita.
Começa a demonstrar então uma incrível facilidade no aprendizado de línguas. Em pouco tempo, domina o inglês, o francês, o holandês, o italiano, o espanhol e o português.
A firma em que trabalha mantém relações comerciais com a Rússia, mas ninguém conhece o idioma. Rapidamente, o jovem Schliemann domina o russo, o que lhe vale sucessivas promoções.
Mas um novo objetivo estava nascendo na imaginação do incansável Schliemann: achar os restos da cidade de Micenas, o rico reino dos Pelópidas. E, como sempre, ele foi buscar orientação nas obras clássicas de Ésquilo, Sóflocles e Eurípedes e nos relatos de viagens de Pausânias. Outros haviam tentado o mesmo caminho sem êxito, fracasso atribuído por Schliemann a traduções incorretas dos textos clássicos.
Aos 46 anos, já homem de muitas posses e realizado profissionalmente, no auge de sua carreira comercial, resolve abandonar tudo que construiu e dedicar-se integralmente à realização de seu sonho de infância, jamais esquecido: descobrir Tróia! Em 1868 parte para Ítaca, a ilha onde nascera Ulisses, o herói mitológico da Odisséia de Homero.
E é lendo os poemas de Homero que Schliemann se convence, cada vez mais, da existência real de Tróia. Não é possível que a riqueza de detalhes que Homero imprime em suas obras tenha sido inventada. Ele resolve então seguir, passo a passo, as descrições contidas na Ilíada e na Odisséia.
Uma estranha figura fazia aquele alemão obstinado que, com um relógio em uma das mãos e o livro de Homero na outra, percorria à pé as terras da Frígia, hoje Turquia, nas margens do Mar Egeu, medindo distâncias, comparando citações, identificando os lugares geográficos descritos, relocando as fontes de água que existiam e desapareceram com o tempo, enfim, reconstituindo toda uma época, trazendo-a para o presente.
Quando ele chega à Colina de Hissarlik (que quer dizer "palácio"), todas as descrições de Homero parecem coincidir com o que ele vê e sente. Levanta seu olhar cansado e vê, ao longe, o Monte Ida do cume do qual, segundo o poeta, Júpiter dominava a cidade de Tróia.

Não há mais dúvidas. Schliemann se põe a escavar com a ajuda de cerca de 100 trabalhadores. Muitos o chamam de louco - afinal, o alemão não era um arqueólogo no conceito que se tinha dessa profissão no século XIX, ou seja, estudiosos que não saíam da luz dos seus gabinetes e jamais se aventurariam ao sol escaldante das escavações.
Mas o alemão não desiste: enfrenta todas as agruras e as supera, pois move-lhe o impulso irrefreável de realizar seu sonho de criança.
De repente, começam a surgir objetos diversos, armas e utensílios domésticos. Ali deve haver uma cidade! E realmente havia, não uma, mas nove, construídas em épocas diferentes, umas sobre as outras. Qual das nove seria Tróia?
Ao descobrir vestígios de fogo nos restos da sétima e oitava camada, julgou ter encontrado Tróia e seus relatos, além de darem à Arqueologia uma nova dimensão, trouxeram-lhe fama, reconhecimento e muitas críticas pelo método de trabalho que utilizara.
Hoje sabe-se que a Tróia descrita por Homero corresponde aos estratos 6 e 7 (1900 a 1100 a.C.) e que a Guerra de Tróia realmente ocorreu como descrita pelo poeta, no começo do século XII a.C. e teria sido ocasionada por uma disputa comercial entre os Aqueus (Gregos) e os Troianos (Frígios dos Balcãs, aparentados com os gregos), com a vitória dos primeiros.
Sabe-se também que a Tróia mais antiga, correspondendo ao último estrato, remonta à Idade do Bronze, cerca de 3000 a.C.. A Primeira Tróia, Nova Ílion, seria do período latino que vai de 85 a.C. a 324 d.C. e o tesouro que foi considerado como sendo de Príamo, na realidade, pertencera a um rei mil anos mais antigo do que ele. Depois de Schliemann, críticas à parte, a Arqueologia nunca mais foi a mesma.
(fonte)
Antes de continuar com as habituais publicações, quero mostrar com esta história, a importância de haver pesquisadores independentes. Por causa deles, muitas coisas já foram descobertas, mesmo lutando contra o preconceito da classe profissional, dos ataques que tentam ridicularizá-los,etc.
Até a segunda metade do século XVIII da era cristã, a cidade de Tróia não passava de uma lenda supostamente criada por um escritor grego e relatada em um poema composto a partir da tradição oral dos aedos. Contudo, um arqueólogo amador alemão provou que a história contada por Homero podia ser real.
O arqueólogo, na realidade, era um sonhador que havia se apaixonado pela narrativa de Tróia durante a infância, e encontrá-la tornou-se sua grande obsessão - mesmo que todos tentassem demovê-lo da idéia de buscar o fictício lar de Príamo.
O garoto não se conformava com o fato, narrado pelo pai, que nenhum vestígio da cidade de Tróia fora até então encontrado, o que remetia a famosa batalha entre gregos e troianos para o campo das lendas e dos mitos. Nada havia, histórica ou cientificamente, que comprovasse a existência real daquela saga.
Mas o menino sonhava e dizia para o pai: "Quando eu for grande, hei de encontrar Tróia e também o tesouro do rei". Esse menino, nascido na Alemanha em 1822, chamava-se Heinrich Schliemann e esta é sua incrível história.
Heinrich, por necessidade, parou de estudar aos 14 anos e foi trabalhar numa loja de secos e molhados. Um dia, um bêbado entra na loja e começa, entre soluços, a declamar estranhos versos.
O menino nada entende, mas, quando descobre que são versos da Ilíada de Homero, paga ao ébrio alguns goles a mais para que ele os repita.
Começa a demonstrar então uma incrível facilidade no aprendizado de línguas. Em pouco tempo, domina o inglês, o francês, o holandês, o italiano, o espanhol e o português.
A firma em que trabalha mantém relações comerciais com a Rússia, mas ninguém conhece o idioma. Rapidamente, o jovem Schliemann domina o russo, o que lhe vale sucessivas promoções.
Mas um novo objetivo estava nascendo na imaginação do incansável Schliemann: achar os restos da cidade de Micenas, o rico reino dos Pelópidas. E, como sempre, ele foi buscar orientação nas obras clássicas de Ésquilo, Sóflocles e Eurípedes e nos relatos de viagens de Pausânias. Outros haviam tentado o mesmo caminho sem êxito, fracasso atribuído por Schliemann a traduções incorretas dos textos clássicos.
Aos 46 anos, já homem de muitas posses e realizado profissionalmente, no auge de sua carreira comercial, resolve abandonar tudo que construiu e dedicar-se integralmente à realização de seu sonho de infância, jamais esquecido: descobrir Tróia! Em 1868 parte para Ítaca, a ilha onde nascera Ulisses, o herói mitológico da Odisséia de Homero.
E é lendo os poemas de Homero que Schliemann se convence, cada vez mais, da existência real de Tróia. Não é possível que a riqueza de detalhes que Homero imprime em suas obras tenha sido inventada. Ele resolve então seguir, passo a passo, as descrições contidas na Ilíada e na Odisséia.
Uma estranha figura fazia aquele alemão obstinado que, com um relógio em uma das mãos e o livro de Homero na outra, percorria à pé as terras da Frígia, hoje Turquia, nas margens do Mar Egeu, medindo distâncias, comparando citações, identificando os lugares geográficos descritos, relocando as fontes de água que existiam e desapareceram com o tempo, enfim, reconstituindo toda uma época, trazendo-a para o presente.
Quando ele chega à Colina de Hissarlik (que quer dizer "palácio"), todas as descrições de Homero parecem coincidir com o que ele vê e sente. Levanta seu olhar cansado e vê, ao longe, o Monte Ida do cume do qual, segundo o poeta, Júpiter dominava a cidade de Tróia.

Não há mais dúvidas. Schliemann se põe a escavar com a ajuda de cerca de 100 trabalhadores. Muitos o chamam de louco - afinal, o alemão não era um arqueólogo no conceito que se tinha dessa profissão no século XIX, ou seja, estudiosos que não saíam da luz dos seus gabinetes e jamais se aventurariam ao sol escaldante das escavações.
Mas o alemão não desiste: enfrenta todas as agruras e as supera, pois move-lhe o impulso irrefreável de realizar seu sonho de criança.
De repente, começam a surgir objetos diversos, armas e utensílios domésticos. Ali deve haver uma cidade! E realmente havia, não uma, mas nove, construídas em épocas diferentes, umas sobre as outras. Qual das nove seria Tróia?
Ao descobrir vestígios de fogo nos restos da sétima e oitava camada, julgou ter encontrado Tróia e seus relatos, além de darem à Arqueologia uma nova dimensão, trouxeram-lhe fama, reconhecimento e muitas críticas pelo método de trabalho que utilizara.
Hoje sabe-se que a Tróia descrita por Homero corresponde aos estratos 6 e 7 (1900 a 1100 a.C.) e que a Guerra de Tróia realmente ocorreu como descrita pelo poeta, no começo do século XII a.C. e teria sido ocasionada por uma disputa comercial entre os Aqueus (Gregos) e os Troianos (Frígios dos Balcãs, aparentados com os gregos), com a vitória dos primeiros.
Sabe-se também que a Tróia mais antiga, correspondendo ao último estrato, remonta à Idade do Bronze, cerca de 3000 a.C.. A Primeira Tróia, Nova Ílion, seria do período latino que vai de 85 a.C. a 324 d.C. e o tesouro que foi considerado como sendo de Príamo, na realidade, pertencera a um rei mil anos mais antigo do que ele. Depois de Schliemann, críticas à parte, a Arqueologia nunca mais foi a mesma.
(fonte)
sábado, 18 de abril de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)

